Portabilidade Numérica

Portabilidade chega a São Paulo, mas registra baixa adesão no País

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São Paulo - Serviço que estreia hoje em São Paulo é praticamente ignorado no restante do País: apenas 0,3% dos assinantes usaram recurso.
Por Pedro Marques, editor assistente do IDG Now!

A portabilidade, enfim, já está ao alcance de todos os 193 milhões de usuários de telefonia fixa e móvel do Brasil. Nesta segunda-feira, o direito de manter o número de telefone na hora de mudar de operadora foi estendido às capitais São Paulo e Belém (PA) e outros 360 municípios. Com essa última rodada, 37,82 milhões de assinantes de serviços de telefonia (ou 19,6% dos usuários) passarão a contar com o benefício.

Na prática, porém, poucas pessoas usaram o benefício: apenas 0,3% dos assinantes migraram de operadora e mantiveram o número, segundo dados da ABR Telecom. Ou seja, a portabilidade numérica não deve se refletir num êxodo de clientes insatisfeitos com suas atuais prestadoras de telefonia celular. "A mudança de operadora não vai ser muito grande", avalia Julio Puschell, analista sênior da consultoria Yankee Group.

Na avaliação de Puschell, "até existe uma intenção, mas essa mudança depende de um esforço do usuário". "E isso é uma limitação", diz o analista. "A razão tem que ser bem forte para ele trocar (de operadora), como uma insatisfação muito grande."

Os números comprovam a tese de Puschell. Desde que o serviço começou a ser implementado, em setembro do ano passado, até a última sexta-feira (27/02), pouco mais de 490 mil pessoas - ou apenas 0,3% dos 155,17 milhões de usuários com acesso à portabilidade - pediram para manter o número de telefone ao mudar de operadora.

Outra explicação para o baixo índice de utilização da portabilidade numérica é o fato de que os assinantes, muitas vezes, não percebem diferenças entre o serviço prestado pelas empresas de telefonia. No caso das operadoras móveis, por exemplo, Puschell afirma que "todas têm cobertura nacional e um nível de qualidade satisfatório".

Por isso, ele destaca que promoções como descontos em aparelhos de última geração e tarifas mais baixas continuam sendo as principais armas das operadoras para atrair e manter novos clientes. "Se você oferece um aparelho moderno, por um preço muito baixo, a pessoa acaba mudando."

Apesar de não esperar por mudanças ou um aumento da competição entre as operadoras, Puschell acredita que os clientes saem ganhando. "O maior benefício é o respeito pelo consumidor. Se quiser mudar, ele tem a opção de manter o número, e isso faz com que as empresas respeitem mais seus clientes."

Como pedir
Quem quiser mudar de operadora e manter o número precisa se dirigir pessoalmente a lojas e pontos de vendas autorizados das operadoras, levando consigo documentos pessoais (CPF e RG com foto) e comprovante de residência. Apenas o titular da linha pode solicitar a mudança.

É preciso tomar muito cuidado com os dados informados na hora de pedir a mudança. De acordo com informações da ABR Telecom, dos 438.612 pedidos feitos até o dia 16 de fevereiro, 287.983 foram concluídos. O motivo é que, por causa de dados informados incorretamente, as migrações não podem ser completadas. Também não é possível pedir a portabilidade para mais de uma operadora, assim como não é possível solicitar a migração para uma linha inativa.

Confira no nosso guia o que é possível ou não fazer na hora de solicitar a portabilidade de seu número de telefone fixo ou celular par outra operadora.

Fonte: Computerworld
 

Portabilidade chega à Grande São Paulo na 2ª

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O benefício que permite aos clientes de telefonia (fixa ou móvel) trocar de operadora e manter o mesmo número do telefone, a portabilidade numérica, deve chegar, finalmente, à Grande São Paulo na próxima segunda-feira, concluindo a operação de implantação deste benefício, que começou em setembro do ano passado. Com a inclusão da Grande São Paulo, a disputa entre as maiores operadoras móveis do País -a Vivo, controlada pela espanhola Telefónica e pela Portugal Telecom; a Claro, do grupo mexicano América Móvil; a TIM, controlada pela Telecom Italia, e a Oi, recém-chegada a São Paulo, controlada pela Telemar Participações- deve ficar mais acirrada.

O prazo máximo concedido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que a mudança de operadora seja efetivada é de cinco dias úteis, tanto que dos 438.612 pedidos de portabilidade numérica registrados pela ABR Telecom, administradora da portabilidade numérica no País, apenas 287.983 foram concluídos até o dia 16 de fevereiro. Dos números que completaram o processo, 35% são fixos e 65%, móveis.

A portabilidade só vale dentro de um mesmo código de área e mesmo tipo de serviço, ou seja, não é possível levar um número de São Paulo (código 11) para o Rio de Janeiro (código 21). A única pessoa apta a solicitar a mudança de operadora é o titular da linha, que tem até dois dias para desistir da migração de operadora. Além disso, não é permitido transferir um número de celular para um telefone fixo. Segundo José Moreira, presidente da ABR Telecom, São Paulo tem 17% dos usuários de telefonia do Brasil. O Brasil tem 151,9 milhões de celulares.

A portabilidade numérica, benefício que permite aos clientes de telefonia trocar de operadora e manter o mesmo número, deve chegar à Grande São Paulo na próxima segunda-feira, encerrando a transição.

Fonte: Dci
 
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